Trabalhadores ficaram horas em cemitério sob interrogatório e tiveram celulares 'vasculhados' antes de serem executados
08/04/2026, 21:13:00
Por Da Redação - Igor Guilherme

Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23, e Breno Gabriel Soares Cabral, de 21, que vieram da cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para trabalhar em Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá), na montagem da estrutura de uma feira agropecuária, morreram por ordem de facção criminosa. Antes de serem executados, passaram horas em um cemitério sendo interrogados.
Em entrevista à imprensa local, o delegado de Campo Novo do Parecis, Guilherme Kuyper revelou que o trio foi sequestrado, executado e teve celulares roubados. Nos respectivos aparelhos, foram encontradas supostas fotos e conversas que corroboraram a suspeita de que os jovens eram membros de uma facção rival que atua no município.
“Eles devassaram os celulares dessas vítimas. Supostamente identificaram algumas fotos, algumas conversas de contexto de facção criminosa, da outra facção criminosa, e executaram o chamado tribunal do crime. Fizeram uma chamada de vídeo, uma “call”, como eles mesmos falam, e foi decretado, foi dado o decreto de morte. Essas vítimas ficaram horas num cemitério municipal aqui, em que foram interrogadas, foram perguntadas da origem, o que faziam, no estado de origem, e o desfecho foi o homicídio dessas pessoas”, explicou o delegado.
Até o momento, um maior de idade foi preso e um adolescente envolvido no homicídio foi apreendido A dupla tomou parte em todo o processo de sequestro e morte dos rapazes e está à disposição da Justiça. Porém, outros criminosos estão na linha de investigação da Polícia Civil.
“Inclusive nós temos já a identificação de outras pessoas que participaram. As diligências ainda estão em andamento e nós temos a esperança de qualificar todo mundo, responsabilizar e encaminhá-los à justiça”, declarou o delegado.
O SEQUESTRO
O trio estava há poucos dias na cidade de Campo Novo e, ainda na madrugada de sábado, foi visto com vida e conversando no alojamento onde estava alocado.
Porém, com o raiar do dia, colegas de trabalho das vítimas notaram que eles estavam desaparecidos e também alguns bens que eles traziam consigo, como documentos e celulares, haviam sido levados.
O caso continua a ser investigado pela Polícia Civil.

