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Sem liberação formal, Michelly recua e permanece no União; destino seria Podemos de Max Russi

08/04/2026, 20:00:00
Por Da Redação - Luis Vinicius

Sem liberação formal, Michelly recua e permanece no União; destino seria Podemos de Max Russi

A vereadora de Cuiabá e pré-candidata a deputada estadual, Michelly Alencar, revelou que não houve liberação formal do União Brasil para que ela deixasse a sigla, o que a fez permanecer no partido. Em entrevista nesta terça-feira (7), ela afirmou que, caso tivesse recebido a autorização oficial, seu destino seria o Podemos, partido presidido pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi.

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“Não é que eu recebi o aval, porque o aval vem quando existe uma carta assinada te dando condições de sair. Eu não tive essa assinatura, foi uma coisa de boca, falando ‘eu te libero’. E eu falei: ‘Ótimo, então assina a carta’, e aí não veio”, explicou a parlamentar.



Michelly destacou que, por não haver janela partidária para vereadores, a saída da sigla depende obrigatoriamente de autorização formal da legenda, sob risco de perda do mandato. Segundo ela, apesar de ter havido uma sinalização positiva, a ausência do documento oficial gerou insegurança jurídica para concretizar a mudança.



“Vereador não tem janela partidária. Ele só pode sair com uma autorização do partido. Como não houve essa assinatura, eu optei por permanecer”, reforçou.



Nos bastidores, a vereadora chegou a avançar nas conversas para uma possível filiação ao Podemos. Ela revelou que já havia alinhamento político com a direção da sigla, o que tornava a migração praticamente definida. Se a mudança realmente se concretizasse, a legenda chegaria a sete nomes e se consolidaria como a maior entidade partidária do Legislativo cuiabano.



“Para o Podemos já tinha até um alinhamento com o presidente da Assembleia, Max Russi. Essa seria uma possibilidade real. Se eu tivesse conseguido a assinatura da minha carta de liberação, seria o Podemos o meu destino”, afirmou.



Com a permanência no União Brasil, Michelly disse que seguirá com os planos de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026. “Não havendo assinatura, fico no União Brasil e vamos disputar mesmo assim”, concluiu.