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Mãe e padrasto são presos após médicos encontrarem sinais de abuso sexual e queimaduras de 2º grau em bebê de 2 anos

08/04/2026, 16:56:00
Por Da Redação - Vinicius Mendes

Mãe e padrasto são presos após médicos encontrarem sinais de abuso sexual e queimaduras de 2º grau em bebê de 2 anos

Uma mulher de 29 anos e seu companheiro de 31 foram detidos no início da noite desta terça-feira (7), em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá), acusados de maus-tratos contra uma menina de dois anos, filha da mulher, após a equipe médica de um hospital encontrar sinais de possível abuso sexual. Ao dar entrada no hospital, a vítima tinha queimaduras pelo corpo. A Polícia Militar foi até a residência do casal e verificou que é um local insalubre, com sinais de uso de drogas.

Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 18h30 de ontem (7) uma equipe tomou conhecimento de que uma criança de dois anos havia dado entrada no Hospital São Lucas com supostos sinais de abuso sexual.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram o Conselho Tutelar lá e foram informados pela equipe médica que a criança chegou na unidade no sábado (4), com queimaduras profundas, de 2º grau, na perna esquerda, tórax, braço esquerdo e no pescoço.

Por volta das 14h de ontem (7) foi feita uma ficha de avaliação da criança, assinada por uma assistente social, na qual consta que a mãe da menina foi vista dormindo na cama destinada à criança, enquanto a filha dormia no chão do hospital. Além disso, algumas enfermeiras presenciaram situações de agressão da mãe contra a menina, incluindo tapas no rosto, o que fez com que acionassem o Conselho Tutelar.

Após a chegada das conselheiras, a mãe teria demonstrado extrema agitação e irritabilidade, se recusando a acompanhar o procedimento cirúrgico da criança. Além disso, os responsáveis pela criança não teriam fornecido informações concretas sobre a origem das lesões, tendo alegado que o fato ocorreu na casa de uma babá, porém, não souberam informar o endereço dela ou sua identificação completa.

Os policiais conversaram com uma enfermeira, que relatou que durante a cirurgia o médico constatou que as partes íntimas da menina estavam com sinais compatíveis com abuso sexual, no caso, vermelhidão e inchaço, motivo pelo qual decidiram chamar a polícia.

Os militares, então, conversaram com a mãe e com o padrasto da criança, que repetiram a versão de que os fatos teriam ocorrido na casa da babá, contudo, não forneceram outros detalhes que possibilitassem a localização desta mulher.

Ao serem informados que seriam levados à delegacia, o homem teria ficado extremamente nervoso, se recusando a acompanhar a PM e resistindo à ação. Ele foi contido e o casal foi encaminhado à delegacia. A polícia fez diligências na casa deles e encontrou um local de extrema insalubridade e vulnerabilidade para crianças, inclusive com sinais de uso de drogas.